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Dia da Saudade: como ajudar as crianças a entender e enfrentar o luto

28 de Janeiro de 2020

Saudade | s.f: lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia. 

Este é o significado de saudade, conforme o dicionário Aurélio. Ela pode ser sentida daquelas pessoas que estão longe mas que, se as procurarmos ou entrarmos em contato, podemos rever, conversar, até abraçar... Ou seja, podemos "matar" a saudade. Mas nem sempre é assim: a morte deixa apenas lembranças de quem se foi. Independente da idade, quem perde alguém precisa viver seu luto e aprender a lidar com a saudade.

As psicólogas Ellen Moraes Senra (autora de "Josefino e o uso da rotina na busca de afeto e atenção parental" e "Feiurinha Sabe Tudo"), Livia Marques (autora de "Dandara e Vovó Cenira: A descoberta de si e da ancestralidade") e Thalita Martignoni conversaram com a equipe do Jornal Extra (RJ) sobre o luto infantil, o que resultou nesta matéria sobre Finados

Veja abaixo alguns dos principais pontos destacados pelas especialistas:

Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitivo-comportamental, comenta que quando mais idade, mais a perda é sentida, assim como a vivência do luto é maior. Por isso, a tendência é que as crianças sofram menos que os adultos - mas isso depende de quão próximo o pequeno era de quem partiu. "As crianças vivem o luto sim, mas elas elaboram de uma maneira diferente dos adultos. Enquanto os mais velhos enxergam a ausência como permanente, a criança vê a ausência como algo que pode ser passageiro", afirma.

A psicóloga Thalita Martignoni coloca como uma missão dos adultos ajudar os pequenos a viverem o luto da maneira mais saudável possível, pois as crianças tendem a apresentar instabilidade emocional assim que a perda acontece (elas alternam da tristeza extrema para a alegria em instantes). "Às vezes essas reações não são bem compreendidas, pode-se pensar que a criança não está experimentando o luto ou que já o concluiu, quando na verdade a criança ainda precisa de muito apoio e oportunidades para expressar seus sentimentos", alerta. Thalita reforça que a criança pode ficar mais agressiva e se irritar por qualquer motivo. Inclusive, crianças menores podem regredir a estágios anteriores do desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama e falar de forma mais infantilizada.

A psicóloga Livia Marques reforça que, dependendo do caso, a ajuda profissional é recomendada. "Se a tristeza pela perda começa a afetar muito o rendimento escolar ou as crianças deixam de fazer atividades que antes lhes davam prazer, pode ser sinal de problema. Nestes casos, procure um psicólogo", conclui.

Texto originalmente publicado aqui pelo jornal Extra em 2 de novembro de 2019. 
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Tags

Dia da Saudade; Luto; Psicologia; TCC

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