Falar é a melhor solução: apoie o Setembro Amarelo - Sinopsys Editora

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Falar é a melhor solução: apoie o Setembro Amarelo

04 de Setembro de 2018


A campanha Setembro Amarelo busca conscientizar sobre a prevenção do suicídio. Através dela, o CVV (Centro de Valorização da Vida) alerta pessoas e entidades sobre a realidade do suicídio no Brasil e no mundo, assim como mostra as formas de prevenção.

O suicídio é um grave problema de saúde pública que enfrenta a situação do tabu e do aumento de vítimas. As pessoas não querem falar sobre esse assunto, sobre o que leva uma pessoa a tomar tal atitude em relação a própria vida e muitas vezes, por medo ou desconhecimento, não veem sinais suicidas no comportamento de pessoas próximas.
 
Dados oficiais apontam que 32 brasileiros cometem suicídio por dia. Este número supera o total diário de vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde afirma que 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos. Para isso, a pessoa precisa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. Ou seja, todos devemos ficar atentos aos sinais de que uma pessoa próxima possa estar com ideias suicidas. Devemos enfrentar esse mal silencioso com palavras porque, como diz o slogan da campanha, "Falar é a melhor solução".


Um pouco de história

As primeiras atividades relacionadas ao Setembro Amarelo ocorreram em 2015 em Brasília, através de uma iniciativa conjunta do CVV, CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Mundialmente, o IASP - Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa, vinculado ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A cada ano, mais cidades e pessoas aderiram à campanha, realizando ações de rua, como caminhadas, passeios ciclísticos, passeios de motos e abordagens em locais públicos. Há também os atos de iluminação de pontos turísticos - como o Cristo Redentor, o Congresso Nacional, o estádio Beira Rio, o Paço Municipal de Fortaleza (CE), a Ponte Anita Garibaldi (Laguna/SC) - com o objetivo de chamar a atenção para a causa.

 
Os sinais da depressão e da ideação suicida são sutis e podem ser camuflados

A Psicóloga Técnica da Sinopsys, Jucieli Oliveira Gomes, enfatiza que os "sinais" da Depressão ou da Ideação Suicida (I.S) podem ser muito sutis e que nem sempre a pessoa vai falar abertamente sobre sua tristeza nem demostrar que precisa de ajuda. "Algumas pessoas podem inclusive mascarar esta situação, não aceitar sua tristeza, sentir-se fraco, sem saída, amarrados a ponto de acreditar que sua situação não tem mais solução e que a única saída é o suicídio, para enfim acabar com a dor e o sofrimento", explica.

Muitas situações podem levar a uma tristeza profunda, o que nem sempre isso está ligado a uma situação aparentemente ruim para o outro. "Nestes momentos, a principal atitude é ajudar sem julgar a emoção do outro. Cada pessoa nasceu com um temperamento diferente, o que a faz mais forte para alguns fatores e mais fragilizada para outros. Além disso, cada um teve experiências e aprendeu valores diferentes em sua criação", comenta Juciele. Ele exemplifica com a resiliência, lembrando casos em que o indivíduo supera facilmente o fim de um relacionamento mas tem dificuldade de superar a perda de um emprego.

    
Como fazer a sua parte

Caso você perceba que alguém precisa de ajuda - pode ser um amigo ou um familiar - nunca diga "Mas você tem tudo". No lugar, use frases empáticas, como "Eu posso não entender a dor que você está sentindo. Mas você é muito importante para mim e gostaria de te ajudar".

- Busque ajuda de um profissional de Psicologia ou de Psiquiatria: esses profissionais serão muito importantes em momentos de Depressão ou da Ideação Suicida e podem orientar um tratamento adequado, colaborar com a redução de riscos, assim como orientar e ajudar da forma mais adequada.

- Se você está nessa situação, busque a ajuda de um profissional, converse com seus familiares ou algum amigo de confiança. É preciso ter em mente que, por mais que às vezes pareça que não, sempre há uma saída ou um jeito de resolver e melhorar; e que sempre há alguém para ajudar, por pior que pareça a situação. Mas, para isso, é necessário falar.
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Tags

setembro amarelo, suicidio, psicologia, psiquiatria

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