A empatia e sua modificação na presença de estranhos - Sinopsys Editora

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A empatia e sua modificação na presença de estranhos

22 de Junho de 2015

A capacidade de expressar empatia - a capacidade de compartilhar e sentir as emoções do outro - é limitada pelo estresse de se estar em torno de estranhos, de acordo com um novo estudo publicado na revista Current Biology. Pesquisas anteriores demonstraram que dois ratos não sentem empatia quando são desconhecidos um ao outro. Elas também mostraram que, se dois ratos estão familiarizados um com o outro, eles vão sentir mais dor de um estímulo do que quando se oferece a mesma experiência dolorosa em isolamento. A pesquisa divulgada agora é a primeira a demonstrar a mesma barreira para a empatia na presença de estranhos entre os seres humanos.
"Esta pesquisa identifica uma razão para a diferença de empatia e responde à questão vital de como podemos criar empatia entre estranhos", disse o professor de psicologia da Universidade McGill Jeffrey Mogil, autor sênior do estudo. Empatia é cada vez mais estudada por cientistas por causa de seu papel conhecido nos transtornos psicológicos, tais como Transtorno do Espectro Autista e o Transtorno de Personalidade Antissocial. Em estudos de empatia, a dor é frequentemente utilizada como um estímulo porque ela é universalmente compreendida e facilmente mensurável. A pesquisa precedente de Mogil e outros cientistas usou esta abordagem para mostrar que a capacidade de empatia é evidente, mesmo em mamíferos inferiores, tais como camundongos.
No novo estudo, Mogil e sua equipe compararam as reações dos alunos de graduação a estímulos dolorosos em vários cenários: sozinho; com um amigo; com um estranho; entre dois estranhos, tendo sido ministrada uma droga de bloqueio de stress; e entre dois estranhos que tinham passado 15 minutos jogando antes do teste.
Os alunos participantes foram convidados a submergir o braço em água gelada e avaliar a sua dor. Estes escores de dor permaneceram os mesmos se eles experimentaram a dor sozinhos ou sentados em frente a um estranho. No entanto, a dor aumentou realmente quando esses estudantes colocaram os braços em água gelada juntamente com um amigo.
"Pareceria que sentir mais dor na presença de um amigo seria uma má notícia, mas é na verdade um sinal de que há uma forte empatia entre os indivíduos - eles estão realmente sentindo a dor um do outro", disse Mogil.
Pesquisas anteriores do laboratório de Mogil demonstraram que dois ratos não sentiram empatia quando eles eram desconhecidos um ao outro. Ele também mostrou que, se dois ratos estão familiarizados um com o outro (companheiros de gaiola), eles vão sentir mais dor de um estímulo do que frente à mesma experiência dolorosa em isolamento. A pesquisa divulgada agora é a primeira a demonstrar a mesma barreira para a empatia na presença de estranhos entre os seres humanos. 
Os pesquisadores então investigaram o que impediu a empatia entre estranhos e encontraram a mesma causa em humanos e ratos: o estresse de estar perto de um estranho. Quando os pesquisadores deram a ratos e seres humanos a droga metirapona - o que impede a "luta ou fuga", reação de estresse - antes do experimento, os alunos e os ratos demonstraram empatia para o estranho.
Para testar essa barreira de "estresse social" para a empatia entre estranhos, estudantes participantes foram inseridos com estranhos para jogarem Rock Band antes do experimento. Depois de apenas 15 minutos de jogo Rock Band juntos, esses estranhos mostraram empatia para com o outro quando eles experimentaram a dor da exposição à água gelada. "Acontece que mesmo uma experiência compartilhada que é tão superficial como um jogo em conjunto pode levar as pessoas a partir da `zona de estranhamento’ para a zona `amigo’ e gerar níveis significativos de empatia", disse Mogil. "Esta pesquisa demonstra que as estratégias básicas para reduzir o estresse social poderiam começar a nos mover de um défict para uma excedente empatia."
"Estes resultados levantam muitas questões fascinantes pelas quais se sabe que falhas na empatia são fundamentais para vários distúrbios psicológicos e conflitos sociais, tanto no nível pessoal quanto no social", disse Mogil. "Também é bastante surpreendente que a empatia parece funcionar exatamente da mesma maneira em camundongos e pessoas."
Fonte: Universidade McGill. (2015, 15 de janeiro). The secret of empathy: Stress from the presence of strangers prevents empathy, in both mice and humans. Science Daily. Acessado 25 de maio de 2015 a partir de
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Tags

Empatia, Transtornos psicológicos, Terapia cognitivo-comportamental

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