Desenvolvimento infantil sob olhar da Psicologia - Sinopsys Editora

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Desenvolvimento infantil sob olhar da Psicologia

Desenvolvimento infantil sob olhar da Psicologia

26 de Julho de 2021

As diferentes teorias de desenvolvimento infantil concentram-se em explicar como as crianças crescem, mudam, aprendem e se comportam ao longo dos anos. Sua compreensão é essencial porque permite acompanhar plenamente as evoluções cognitiva, emocional, física, social e educacional pelas quais os indivíduos passam desde o nascimento até a idade adulta.

O desenvolvimento infantil foi ignorado em grande parte da história humana. As crianças eram frequentemente vistas como pequenas versões de adultos e pouca atenção era dada aos seus avanços nas habilidades cognitivas, no uso da linguagem e no crescimento físico.

Foi no início do século 20 que se intensificou o interesse no campo do desenvolvimento infantil, mas tendia a se concentrar no comportamento anormal. Com o tempo, os pesquisadores se tornaram cada vez mais interessados também no desenvolvimento infantil típico, assim como nas influências sobre ele.

FREUD

Entre as teorias sobre o tema, está a do Desenvolvimento Psicossexual, do criador da Psicanálise, o médico neurologista e psiquiatra austríaco Sigmund Freud.

Trata-se do elemento central da teoria freudiana dos instintos, na qual os seres humanos, desde o nascimento, possuem uma libido (energia sexual) instintiva que se desenvolve através de cinco estágios - oral, anal, fálico, latente e genital -, sendo cada um deles caracterizado por uma zona erógena.

De acordo com Freud, os conflitos que ocorrem durante cada uma dessas fases podem influenciar a personalidade e o comportamento da pessoa. Por outro lado, completar com sucesso cada fase leva ao desenvolvimento de uma personalidade adulta saudável.

Enquanto outras teorias sugerem que a personalidade continua a mudar e a crescer durante toda a vida, Freud acreditava que as primeiras experiências desempenham o maior papel no desenvolvimento infantil. Segundo ele, a personalidade da pessoa já está amplamente definida aos cinco anos de idade.

ERIKSON


Por sua vez, o psicanalista alemão Erik Erikson, considerado um neofreudiano, é o responsável pela Teoria do Desenvolvimento Psicossocial e um dos teóricos da Psicologia do Desenvolvimento.

Em oito fases, Erikson descreve o crescimento e a mudança do indivíduo desde o nascimento até a morte.

São elas: confiança x desconfiança (até dois anos), autonomia x vergonha e dúvida (dos dois aos três anos), iniciativa x culpa (quatro a cinco anos), diligência x inferioridade (seis a 11 anos), identidade x confusão de identidade (12 a 18), intimidade x isolamento (19 a 40), generatividade x estagnação (40 a 60) e integridade x desespero (a partir dos 60 anos até o fim da vida).

Em vez de se concentrar no interesse sexual como força motriz no desenvolvimento, Erikson acreditava que a interação social e a experiência desempenham papéis decisivos.

Segundo ele, em cada uma dessas fases, crianças e adultos enfrentam uma crise de desenvolvimento que serve como um grande ponto de virada. Administrar com sucesso os desafios de cada fase leva ao surgimento de uma virtude psicológica vitalícia.

BEHAVIORISMO


Uma outra escola de pensamento, o Behaviorismo, surgiu defendendo que a Psicologia precisa se concentrar apenas em comportamentos observáveis e quantificáveis. Nesse caso, o desenvolvimento infantil é considerado uma reação a recompensas, punições, estímulos e reforços.

As teorias comportamentais se concentram em como a interação ambiental influencia o comportamento e são baseadas nos estudos dos psicólogos norte-americanos John Broadus Watson e Burrhus Frederic Skinner e do fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov.

PIAGET

Já a teoria defendida pelo psicólogo, biólogo e epistemólogo suíço Jean Piaget diz respeito ao desenvolvimento dos processos de pensamento e estados mentais e como esses processos influenciam a maneira como as pessoas entendem e interagem com o mundo.

Piaget divide em quatro as fases a sequência do desenvolvimento infantil: sensório-motora, pré-operacional, operacional concreta e operacional formal.

A fase sensorimotora é o período entre o nascimento e os dois anos de idade durante o qual o conhecimento da criança sobre o mundo é limitado às suas percepções sensoriais e atividades motoras. Os comportamentos são limitados a respostas motoras simples causadas por estímulos sensoriais.

Por sua vez, a fase pré-operacional engloba as idades de dois a seis anos em que as crianças aprendem a usar a linguagem. Nesse período, elas ainda não entendem a lógica concreta, não podem manipular mentalmente as informações e são incapazes de considerar o ponto de vista de outras pessoas.

A fase operacional concreta é o período que se estende dos sete aos 11 anos durante o qual as crianças obtêm uma melhor compreensão das operações mentais. Elas começam a pensar logicamente sobre eventos concretos, mas têm dificuldade para entender conceitos abstratos ou hipotéticos.

E a fase operacional formal engloba o período que vai dos 12 anos até a idade adulta, quando as pessoas desenvolvem a capacidade de pensar sobre conceitos abstratos. É quando também surgem habilidades como pensamento lógico, raciocínio dedutivo e planejamento sistemático.
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Tags

Desenvolvimento Infantil, História Humana, Desenvolvimento Psicossexual, Freud, Piaget, Erikson

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