O monstro invisível - Sinopsys Editora

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O monstro invisível

22 de Maio de 2019

por Ana Lívia Amaral*


Todo mundo tem um monstrinho que carrega consigo, bem guardado, mesmo que ninguém perceba. Esse monstrinho pode te acompanhar desde a infância ou ter surgido em meio aos conflitos inerentes à adolescência, ou ainda pode ser que você só se deu conta da existência dele na vida adulta.


O monstro de cada pessoa é de um jeito. Uns são bem grandes e impedem seus donos de terem disposição e energia para o trabalho, sendo chamados de depressão. Outros, ficam falando o tempo todo na cabeça que as coisas vão dar errado e criando motivo pra pessoa se preocupar com tudo, sem curtir a vida: esse se chama ansiedade. Têm aqueles que insistem em te falar que você precisa repetir aquele comportamento adicto, seja a compulsão por drogas, por compras ou por alimento. Outros monstrinhos, aparentemente inofensivos, insistem em fazer você pensar que é inferior aos outros, te depreciando e te desvalorizando. Esse monstro é o sofrimento emocional que cada um carrega; às vezes ninguém percebe, mas ele está lá, guardadinho, fazendo a pessoa perder o sono, discutir com pessoas que você ama, perder oportunidades de trabalho…



Em cada pessoa e em cada momento ao longo do ciclo vital esse monstro aparece de uma maneira, e ele  costuma crescer quando você se depara com algum desafio no meio do caminho. É possível conviver com esse incômodo monstrinho, mas ele tem potencial para gerar adoecimento mental e impedir seus donos de levar a vida de um jeito mais leve. Cada um cuida dele de uma forma. Uns lhe dão medicamentos para os deixarem mais fracos e impotentes, calando os sintomas. Já outros alimentam esses monstrinhos com pensamentos que os fazem ficar cada vez mais forte, o paciente deprimido, por exemplo, poderá ter pensamentos disfuncionais que reforçarão seus monstros como "eu não sei fazer nada direito" ou "ninguém gosta de mim".


Mas existem algumas pessoas que se relacionam com seus monstros de outra forma, elas são bastante destemidas e se dispõe à encará-los de frente. Essas pessoas, corajosas e autoras da sua própria vida, vão ao processo psicoterapêutico para tentar entender de onde esse monstro veio e como lidar com ele. Na terapia cognitivo-comportamental isso ocorre mediante a reestruturação cognitiva, que simplificadamente é a pessoa ressignificar alguns eventos passados e desenvolver pensamentos mais funcionais, o que auxilia a viver com seus monstrinhos. A terapia é um caminho único, cheio de descobertas, em que cada um, de um modo muito particular, descobre, com a auxílio do terapeuta, como ser maior que seu próprio monstro e aprender que ele não precisa ser seu inimigo.


Sobre a autora:

Ana Lívia Amaral é psicóloga (Universidade do Estado de Minas Gerais, 2015). Tem formação em Direitos Humanos pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (2016). Pós graduação em Comunicação em Saúde pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (2018) e em Micropolítica da Gestão e do Trabalho em Saúde pelo Sistema Único de Saúde da UFF. Foi educadora social da ONG Rede Cidadã. Atualmente é psicóloga no Serviço de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social de São Gonçalo do Pará, psicóloga clínica e membro associada da Sociedade Brasileira de Resiliência. E-mail: anali.amaral@yahoo.com.br.


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Tags

pensamentos disfuncionais, psicologia, tcc

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