O vício em cocaína e a recaída a partir de novas pesquisas - Sinopsys Editora

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O vício em cocaína e a recaída a partir de novas pesquisas

27 de Julho de 2015

A retirada do uso de drogas resulta em reprogramação dos genes no cérebro, levando à personalidade viciante, dizem pesquisadores das universidades McGill e Bar Ilan, em um novo estudo publicado no Journal of Neuroscience.
"Nós herdamos nossos genes de nossos pais e esses genes permanecem fixos durante toda a nossa vida e são repassados para os nossos filhos, e podemos fazer muito pouco para mudar genética com potencial adverso que herdamos", diz Moshe Szyf, professor na Faculdade de Medicina na McGill University, Canadá. "Em contraste, as marcas epigenéticas, como metilação do DNA, agem como interruptores de genes - que pode ser ligados, desligados ou esmaecidos - por drogas epigenéticas que inibem a metilação do DNA e a remoção de marcas de metilo a partir destes genes."
Modelo de rato de vício
A equipe usou um modelo de rato de incubação com fissura de cocaína, no qual os ratos foram treinados para autoadministrar cocaína, estimulados pela luz ou um som específico. Esta ânsia de drogas ou comportamento "viciante" foi testada depois de 1 dia ou 30 dias de abstinência de cocaína. Após a retirada longa, os ratos desenvolveram um intenso comportamento de procura da droga quando expostos à sinalização. Após um período de tempo prolongado sem os medicamentos, as alterações epigenéticas eram mais evidentes.
Abordagem revolucionária para o tratamento de dependência de drogas
"Nós descobrimos que a injeção da droga RG108 pouco antes de os animais serem expostos à luz sugestiva, após a longa retirada, não só parou o comportamento viciante dos animais, como também os manteve abstinentes por um período mais longo. Isto sugere que um único tratamento com RG108 poderia reverter ou talvez curar a dependência de drogas", acrescenta Szyf.
O período de retirada é fundamental
"Surpreendentemente, descobrimos que as maiores mudanças na metilação do DNA não ocorreram durante a exposição à droga, mas durante a retirada", diz o coautor Gal Yadid, da Universidade Bar Ilan, de Israel. "Durante este período de retirada, centenas de genes mudaram de estado de metilação de DNA, incluindo os genes que são conhecidos por estarem envolvidos na dependência." Esta pesquisa pode apontar para novos caminhos para o tratamento da dependência em seres humanos.
Os tratamentos atuais podem agravar, em vez de inibir o vício
"O essencial das abordagens atuais para tratar o vício pode realmente agravá-lo", diz Yadid. "Nossa pesquisa sugere que, como as mudanças no vício envolvem inúmeros genes, nossas abordagens atuais continuarão a falhar se temos como alvo um ou alguns alvos no cérebro, mas é necessária mais investigação para confirmar se essas novas pesquisas mantêm o resultado."
Fonte: Universidade McGill. (2015, 26 de maio). Cocaine addiction, craving and relapse. Science Daily. Acessado 09 de junho de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/2015/05/150526215039.htm

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Drogas, DNA, Vícios, Tratamento, Terapia Cognitivo-Comportamental

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