"Turismo do suicídio" para a Suíça dobrou em quatro anos - Sinopsys Editora

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`Turismo do suicídio` para a Suíça dobrou em quatro anos

31 de Agosto de 2016

O número de "turistas suicidas" indo para a Suíça para tirar as próprias vidas dobrou nos últimos quatro anos, aponta estudo. Ao todo, residentes de 31 países tiveram morte assistida na Suíça entre 2008 e 2012, com alemães (268) e britânicos (126) perfazendo quase um terço desse total. Outros países no top 10 incluíram França (66), Itália (44), EUA (21), Áustria (14), Canadá (12), Espanha e Israel (cada um com 8). No caso dos cidadãos da Alemanha e Reino Unido, que são o maior número, mais da metade dos casos, conforme apontado pela pesquisa, incluía condições neurológicas, como paralisia, doença motor neuronal, Parkinson e esclerose múltipla.


Os pesquisadores queriam saber mais sobre os motivos da vinda para a Suíça para a busca de suicídio assistido, e se o "turismo de suicídio" na Suíça tinha gerado mudanças na lei a respeito do tema em outros lugares. Procurou-se nos bancos de dados do Instituto de Medicina Legal em Zurique informações sobre as investigações de pós-morte entre cidadãos não-suíços que haviam sido ajudados a realizar o suicídio assistido entre 2008 e 2012.


A pesquisa revelou que 611 pessoas que não residiam na Suíça tinham sido ajudadas a morrer entre 2008 e 2012. Suas idades variavam entre 23 a 97 anos, com uma média de 69; mais de metade (58,5%) eram mulheres, que eram 40% mais propensas a escolher o suicídio assistido na Suíça do que os homens.


Os aumentos foram particularmente acentuados em alguns países, especialmente na Itália - de 4 em 2009 para 22 em 2012, e França, de 7 em 2009 para 19 em 2012. Em geral, o número de pessoas que estão sendo ajudadas a morrer na Suíça duplicou entre 2009 e 2012. Praticamente todas as mortes foram causadas pelo consumo de sódio pentobarbital. Quatro pessoas optaram por inalar hélio - mortes que foram amplamente divulgadas e descritas como "insuportáveis", e provavelmente responsáveis pela queda observada entre 2008 e 2009.


Cerca de uma em cada três pessoas tinha mais de uma doença, e as condições neurológicas eram responsáveis ​​por quase metade do total de casos, seguidas pelo câncer e doenças reumáticas. Os pesquisadores sugerem que o fenômeno do "turismo para suicídio", que é exclusivo da Suíça, tem suscitado alterações legislativas e/ou debates sérios na Alemanha, Reino Unido e França, principal origem dos "turistas".


À luz do recente debate na Inglaterra sobre o suicídio assistido, o doutor Alison Twycross, editor de Enfermagem Baseada em Evidências, questiona se não seria melhor desenvolver substancialmente os serviços de cuidados paliativos em vez de se tentar modificar leis que permitem o turismo para suicídio.



REFERÊNCIA: BMJ-British Medical Journal. (2014, 21 de agosto).  `Suicide tourism` to Switzerland has doubled within four years. Science Daily. Acessado 10 de setembro de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/2014/08/140821090647.htm

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Suíça, Suicídio, Turistas, Morte, Condições neurologicas, Terapia Cognitivo-Comportamental

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