Desmame saudável e a influência no desenvolvimento infantil - Sinopsys Editora

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Desmame saudável e a influência no desenvolvimento infantil

Desmame saudável e a influência no desenvolvimento infantil

26 de Julho de 2021

Tão importante quanto amamentar é o processo de desmame saudável, o que demanda um distanciamento gentil e gradual entre a mãe e o bebê de acordo com o desenvolvimento físico e psicoemocional da criança.

O aleitamento materno atende às necessidades nutricionais, metabólicas, imunológicas e é eficaz na redução da morbimortalidade infantil.

Tanto que, desde 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os primeiros seis meses de vida do bebê como medida de saúde pública e sua manutenção até os dois anos de idade ou mais paralelamente aos alimentos complementares.

A amamentação, no entanto, vai muito além do fornecimento de um rico alimento. Todo o processo de transição do útero para o mundo exterior é demorado e exige da mãe, principalmente, um acolhimento desse pequeno ser que ainda não tem noção de sua individualidade.

Sendo assim, o bebê não está apenas se alimentando, mas retornando ao que conhece como lar, ou seja, o cheiro, o calor, os batimentos cardíacos, a segurança e o aconchego da mãe.

Esse momento contribui tanto para o desenvolvimento fisiológico do filho quanto para o enriquecimento do seu vínculo com a mãe - o qual servirá de modelo para as demais relações ao longo de sua vida. Por isso, deve ser preservado até quando a criança estiver pronta para o desmame saudável.

FASES

O desenvolvimento emocional primitivo, que se refere à percepção que o pequeno tem do mundo ao seu redor, contempla as fases de dependência absoluta, dependência relativa e rumo à independência.

No início, a mãe é parte do bebê e o seio é fruto de sua criação imaginária que ele controla com sua fome e desejo.

Mais madura, a criança constata que a mãe e o seio não estão sob seu controle onipotente e que se afastam periodicamente. A mãe precisa mesmo se afastar para que seja criado um espaço em que o filho possa se desenvolver.

Essas são, portanto, experiências que incluem frustrações e que precisarão ser vividas em um processo de luto da ilusão perdida.

CONSEQUÊCIAS


Quando não há um desmame saudável, as consequências para a criança incluem possíveis inseguranças e transtornos mentais futuros, como a depressão por exemplo.

Dificuldades com limites, frustrações e separações poderão marcar uma gama de transgressões como uma espécie de tentativa alucinada de elaborar um desmame que não foi concluído.

Portanto, quando o bebê demonstrar ter capacidade de lidar com as separações, a mãe precisa desmamá-lo e tolerar as expressões de raiva de seu filho pela limitação de seu prazer.

Ela própria precisará ser capaz de sentir e elaborar a dor de que seu filho cresça e se interesse por um mundo no qual ela deixa de ser central.

VÍNCULO


Quando a amamentação é coadjuvante de um vínculo bem-constituído, tanto o bebê quanto a mãe são capazes de suportar as dores da separação que representa o desmame saudável, essencial para o desenvolvimento emocional e da autonomia do indivíduo.

Caso a criança de mais idade demonstre não tolerar o distanciamento da mãe e tenha dificuldades em relacionamentos com outras crianças e adultos e a amamentação ainda ocupe lugar de destaque, pode ser indício de congelamento na evolução da autonomia.

Algumas mulheres abandonam suas vidas individuais e de casal e mergulham por um tempo excessivamente longo no universo do bebê. Isso é fundamental nos primeiros meses, mas prejudicial numa fase em que a criança precisa de espaço para ir além da mãe.

DESPEDIDA


O desmame saudável não elimina o sofrimento, porque envolve certo luto, já que significa o fechamento de uma etapa na vida da mãe e do bebê. Ou seja, o pequeno está, a cada dia, se despedindo do corpo da mãe, que começa a entregá-lo para o mundo.

Trata-se, no entanto, de uma passagem simbólica superimportante a qual é possível encarar de forma otimista. Isso porque, no final, ambos perdem, mas ganham: a mãe recupera um pouco mais de liberdade e o bebê começa a descobrir sua própria individualidade.

O desmame saudável, portanto, nada mais é do que respeitar o tempo da criança na hora de decidir o melhor momento para parar de amamentar. Nesse caso, é o pequeno que se autodesmama, mostrando por meio de sinais que já está pronto para isso.

A mãe, por sua vez, também faz parte dessa decisão, principalmente, no que diz respeito a ter a segurança necessária sobre o momento ideal.

SINAIS


Alguns sinais podem ajudá-la a perceber quando o filho está pronto para o desmame saudável. Um deles é quando a criança tem mais de um ano e uma alimentação equilibrada e variada.

Outros indícios são quando o pequeno deixa de pedir para mamar a qualquer momento, quando dorme de outras formas, sem pedir para mamar, e quando se distrai durante as mamadas e quer fazer outras atividades.

A existência de um vínculo seguro e bem-estabelecido com a mãe é outro sinal, assim como a criança aceitar tranquilamente que o ato de mamar seja reservado apenas a alguns momentos, como antes de dormir, por exemplo.

Quando o pequeno já se expressa bem, é possível iniciar um diálogo tranquilo com ele a respeito do desmame saudável, mostrando que existem outras formas de interação com a mãe e, principalmente, que ele está se desenvolvendo bem e não precisa mais mamar no peito.
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Tags

Desmame, Desmame Saudável, Aleitamento Materno, Amamentação, Mãe-Bebê

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