Novo tratamento para a depressão grave, com menos efeitos colaterais - Sinopsys Editora

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Novo tratamento para a depressão grave, com menos efeitos colaterais

08 de Dezembro de 2015

Terapia eletroconvulsiva permanece um dos mais efetivos tratamentos para depressão severa, mas nova pesquisa mostra que estimulação por pulsos ultrabreves é quase tão efetiva quanto a eletroconvulsiva, com efeitos colaterais cognitivos muito menores. O estudo, publicado no Journal of Clinical Psychiatry, é a primeira revisão sistemática para examinar a eficácia e efeitos cognitivos de tratamento padrão ECT (Eletroconvulsoterapia), estimulação breve de pulso elétrico, versus o tratamento mais recente, conhecido como a estimulação ultrabreve unilateral.

O mais recente estudo analisou seis estudos internacionais com a temática de ECT, compreendendo 689 pacientes com uma idade mediana de 50 anos. "Este novo tratamento, que está chegando aos poucos à prática clínica na Austrália, é um dos desenvolvimentos mais significativos no tratamento clínico de depressão grave nas últimas duas décadas", explicou a professora de Psiquiatria Colleen Loo. "Nossa análise dos dados experimentais existentes mostrou que a estimulação ultrabreve diminuiu significativamente o potencial para a destruição de memórias formado antes da ECT, com o benefício de ser quase tão eficaz quanto o tratamento padrão com ECT", disse Loo.

A ECT fornece uma corrente elétrica controlada para o córtex pré-frontal do cérebro, uma área que é pouco ativa em pessoas com depressão. A corrente é aplicada através de eletrodos no couro cabeludo de um paciente, enquanto ele está sob anestesia geral. A ultraestimulação breve oferece pulsos de eletricidade, cada pulso com um tempo muito curto. 

Como os pulsos são breves, a estimulação do tecido cerebral é reduzida por um terço.
Estima-se que até 10.000 australianos com depressão grave e que não responderam a tratamentos de primeira linha, como a medicação, poderiam se beneficiar do novo tratamento. Menos da metade dos hospitais da Austrália atualmente oferece a estimulação ultrabreve. Loo, que também é diretora do Wesley Hospital de Sydney, disse que espera que o estudo resulte em uma melhor recepção do novo tratamento para as pessoas com depressão grave. "Nós ainda estamos trabalhando duro para mudar a percepção do público em geral da ECT, lutando contra a imagem negativa criada por filmes populares", disse a professora. 

Embora os benefícios da estimulação ultrabreve sejam significativos, os autores do estudo concluíram que o tratamento padrão de ECT ainda deve ser considerado, nos casos em que a urgência da resposta é de suma importância.
Este foi o único estudo a analisar a eficácia e os efeitos colaterais de curto prazo da estimulação ultrabreve. Os estudos sobre os efeitos a longo prazo da ECT estão em andamento. O estudo foi realizado em parceria com o Instituto de Saúde Mental, em Cingapura.

FONTE: Universidade de New South Wales. (2015, 21 de julho). New treatment for severe depression with far fewer side effects. Science Daily. Acessado 27 de julho de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/2015/07/150721134822.htm

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Depressão, Tratamento para depressão, Terapia eletroconvulsiva, Terapia Cognitivo-Comportamental

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