Terapia do Esquema e sua identidade própria - Sinopsys Editora

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Terapia do Esquema e sua identidade própria

Terapia do Esquema e sua identidade própria

05 de Julho de 2021

A Terapia do Esquema tem demonstrado efetividade em transtornos resistentes a outras abordagens da Psicologia, como os de personalidade, humor e ansiedade.

Integrativa, sistemática e estruturada, a TE começou como uma extensão da Terapia Cognitivo-Comportamental para o tratamento de transtornos de personalidade, mas acabou desenvolvendo uma identidade própria.

Hoje considerada um acréscimo à TCC tradicional, a Terapia do Esquema utiliza conceitos e métodos derivados também de outras escolas, entre elas, a Gestalt terapia e a psicanálise.

Seu desenvolvimento começou a partir de uma preocupação do psicoterapeuta norte-americano Jeffrey Young com pacientes que apresentavam problemas interpessoais de longa duração relacionados a transtornos de personalidade.

Esses pacientes tinham dificuldades para se beneficiarem do modelo de tratamento da TCC de curta duração.


Terapia do esquema

OBJETOS DE ESTUDO E INTERVENÇÃO


Os objetos de estudo e intervenção da TE são os esquemas desadaptativos que surgem na infância, chamados de Esquemas Iniciais Desadaptativos.

Os EIDs são frutos da interação entre o temperamento pessoal com um ambiente que não atende às necessidades emocionais básicas, como afeto e segurança, e marcam emoções e comportamentos disfuncionais ou autodestrutivos na fase adulta.

São padrões de sentimentos, percepções e ações em relação a situações da vida encontrados em um nível mais profundo da cognição, ligados a questões instintivas e inconscientes. Eles medeiam o aparecimento e a manutenção de padrões problemáticos complexos e duradouros.

Podem ser identificados quando alguém reage impulsivamente à determinada vivência sem ter controle sobre o que faz ou sem compreender o próprio comportamento. Isso acontece porque situações do presente guardam ligações inconscientes com o passado.

Por meio de técnicas emocionais, cognitivas e comportamentais, portanto, a Terapia do Esquema busca atuar sobre as raízes desses sentimentos.

Enquanto a TCC foca no tempo presente e tem função mais diretiva, a TE permite o aprofundamento dessas questões.


CONCEITO DE MODO É INOVAÇÃO


Uma inovação da Terapia do Esquema é o conceito de modo. Modo esquemático é um conjunto de esquemas e suas operações de enfrentamento que estão ativas em um dado momento.

Também compõem os modos fragmentos dissociados de memórias da infância. Eles são considerados estados mentais ou diferentes partes da mesma pessoa.

Os esquemas podem ser vistos como traços permanentes. Já os modos podem ser vistos como estados mais ou menos temporários e que se sucedem.

A variação entre modos explica as mudanças abruptas e contrastantes que podem ocorrer em pacientes com a personalidade não bem-integrada.

Uma formulação clínica que contemple os modos capacita o terapeuta a trabalhar efetivamente essas intensas variações emocionais.


OBJETIVOS PERMANECEM


Independentemente do foco estar nos esquemas ou nos modos, os objetivos da Terapia do Esquema permanecem os mesmos: propiciar o autoconhecimento e diminuir as interferências causadas por reações emocionais desadaptativas, respostas cognitivas derrotistas e padrões comportamentais inflexíveis.

Também é objetivo da TE estabelecer e reforçar modos de enfrentamento mais adaptativos e os aspectos adultos sadios. Dessa forma, o indivíduo consegue romper os mecanismos de manutenção dos EIDs e adquirir condições de suprir necessidades básicas, atingir objetivos maiores e ter uma vida liberta do passado.

A Terapia do Esquema é mais comumente utilizada em psicoterapia individual, mas pode obter bons resultados em grupo.

É possível, ainda, utilizá-la como mote central ou introduzir suas técnicas em algum momento do tratamento com outras abordagens psicológicas. Além disso, pode ser associada ao tratamento psiquiátrico.


FASES DO TRATAMENTO


O tratamento por meio da Terapia do Esquema é organizado em duas fases: a primeira é a de avaliação do caso e a segunda, de mudança dos esquemas.

Num primeiro momento, há a construção do vínculo terapêutico, essencial para que a pessoa se comprometa com o processo clínico.

Essa primeira etapa se baseia, principalmente, na  teoria do apego e entende que um dos papéis do psicólogo é oferecer a afetividade e a segurança que fizeram falta na infância do paciente.

A partir desse vínculo, o psicólogo explica o modelo terapêutico e auxilia a pessoa a identificar seus esquemas disfuncionais.

À medida que eles são identificados, também são investigadas suas origens e as estratégias que o paciente usa para lidar com esses esquemas.

Na segunda etapa da Terapia do Esquema, a de modificação de esquemas, o objetivo é revivê-los dentro da clínica e possibilitar sua ressignificação a partir de modelos saudáveis de relacionamento.


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Tags

Terapia do Esquema, TE, Esquemas, Terapia Cognitivo-Comportamental, TCC

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