Terapia do Esquema: necessidades emocionais básicas e padrões de comportamento - Sinopsys Editora

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Terapia do Esquema: necessidades emocionais básicas e padrões de comportamento

Terapia do Esquema: necessidades emocionais básicas e padrões de comportamento

04 de Julho de 2021

A Terapia do Esquema desenvolvida pelo psicoterapeuta norte-americano Jeffrey Young defende que todos os seres humanos precisam que algumas necessidades emocionais básicas sejam supridas por meio de vínculos saudáveis para que tenham saúde psíquica.

A base para essas demandas é construída na infância, sendo os pais ou responsáveis os principais provedores. Ao longo da vida, ganha importância o relacionamento com outros indivíduos.

Caso a construção desses vínculos não seja equilibrada, podem surgir os esquemas desadaptativos, que levam a padrões de comportamento disfuncionais ou autodestrutivos, reforçando a ideia negativa que a pessoa tem dela própria.

Sendo assim, um ambiente familiar saudável, principalmente na primeira infância, é essencial no desenvolvimento de esquemas adaptativos, ou seja, formas e modos saudáveis de enfrentar as situações adversas com equilíbrio adequado.

um ambiente nocivo traz como consequência a formação dos chamados Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs), em que o enfrentamento de situações difíceis ocorrerá por meio de comportamento prejudicial.

Importante destacar que as necessidades emocionais básicas têm demandas diferentes em cada pessoa de acordo com seu temperamento e ambiente familiar.

Cada indivíduo precisa de frequências, intensidades e afetos diferentes. É importante, portanto, saber identificar e prover de maneira adequada aquilo que é solicitado.


Terapia do esquema

ACEITAÇÃO E CONEXÃO


Aceitação e conexão estão entre as necessidades emocionais básicas dentro da Terapia do Esquema. As pessoas precisam sentir que são aceitas e importantes, acolhidas afetivamente. Necessitam, ainda, que suas solicitações de ajuda sejam atendidas, que sejam protegidas quando estiverem se sentindo vulneráveis e confortadas quando assustadas.

Adultos que não tiveram essas necessidades supridas na infância, geralmente, se sentem abandonados, menosprezados e não conseguem estabelecer vínculos estáveis com os outros.

Consequentemente, acabam se envolvendo em relacionamentos destrutivos e destinados ao fracasso. Acreditam que não se adequam à sociedade e que não são bons o suficiente. Sentem-se inferiores e indignos de receberem carinho e afeto. Dessa forma, acreditam que quem está à sua volta irá abandoná-los ou magoá-los, tendendo a se isolarem socialmente.


AUTONOMIA E COMPETÊNCIA


Também entre as necessidades emocionais básicas, estão autonomia e competência. Para irem em busca da realização de conquistas e sonhos, os indivíduos precisam conhecer suas habilidades e competências.

Para isso, é fundamental que os caminhos sejam mostrados a eles e que haja motivação para se arriscarem. Se tiverem auxílio e suporte apropriados, mais facilmente buscarão a independência e a realização pessoal.

As necessidades que se encontram nesse domínio são de orientação, apoio e auxílio na execução de tarefas, nos estudos, para enfrentar e resolver problemas cotidianos. Ao mesmo tempo, incluem autonomia e incentivo para enfrentar desafios de forma independente.

Por exemplo, quando os pais ou cuidadores cercam uma criança de cuidados excessivos e assumem suas tarefas, impedindo o desenvolvimento da sua independência e autonomia, muito possivelmente ela se tornará um adulto com dificuldade para resolver seus problemas sozinho, tomar decisões e assumir responsabilidades. Consequentemente, se sentirá fracassado e incompetente.


LIMITES REALISTAS


Limites realistas são outras necessidades emocionais básicas que precisam ser supridas. A frustração faz parte da vida e é inegável a importância de as pessoas aprenderem limites, regras e acordos. Ao mesmo tempo, no entanto, é necessário cuidado com a flexibilidade ou a rigidez em demasia, para não soarem como passividade ou hostilidade.

Tais necessidades consistem, por exemplo, em ensinar para a criança de maneira firme, porém afetuosa e compreensiva, o que é certo ou errado e a respeitar as emoções e o espaço das demais pessoas.

Quando os pais ou cuidadores são excessivamente tolerantes e permissivos, esse filho pode se tornar um adulto arrogante, inconsequente, egocêntrico ou narcisista, que não respeita regras nem o espaço dos outros, pois acredita ser digno de benefícios diferenciados. Por não tolerar fracasso, muitas vezes, foge de responsabilidades e situações conflituosas.


ESPONTANEIDADE E LAZER


Ainda entre as necessidades emocionais básicas dentro da Terapia do Esquema, constam espontaneidade e lazer. As exigências, os compromissos, as condutas éticas e os ideais precisam ser respeitados. Contudo os momentos de lazer e descontração, o cuidado com a saúde e com os relacionamentos interpessoais, assim como os momentos de felicidade e de autoexpressão, devem ser primordialmente respeitados.

De nada adianta os pais ou responsáveis sentirem-se realizados porque o filho foi bem na escola e faz inúmeras atividades extracurriculares se ele não tiver espaço e tempo para curtir as sensações agradáveis e aproveitar os momentos leves da vida.

Uma infância com cuidadores hipercríticos e rígidos, em um ambiente familiar com alto nível de cobrança e escasso espaço para espontaneidade e lazer, faz com que uma criança se torne um adulto com pensamentos e ideias pessimistas e negativas, sempre indeciso, preocupado e apreensivo.

É um indivíduo que não consegue expressar suas emoções e sentimentos por receio de ser julgado e visto como distante, insensível, frio, reservado ou indiferente. Desenvolve padrões rígidos e inflexíveis quanto às próprias realizações, a si mesmo e às outras pessoas.


LIBERDADE DE EXPRESSÃO E EMOÇÕES VÁLIDAS


Liberdade de expressão e emoções válidas são outras necessidades que precisam ser supridas. Todas as pessoas têm o direito de se posicionarem, opinarem, de pedirem pelo que necessitam emocionalmente e serem atendidas. Não devem ser instruídas e nem concordarem em ficar caladas porque não é adequado ou alguém reprovará.

Para ajudar as crianças com essas necessidades, os pais ou responsáveis precisam evitar expectativas exigentes de como deveria ser o temperamento delas e aceitar a forma como reagem, tentando acolher suas reações emocionais.

É como se dissessem a elas que entenderam porque estão reagindo daquela forma e que, além de tentar resolver o problema, vão ajudar a controlar o desconforto dessas emoções negativas. Isso não é feito só com palavras, mas, principalmente, por meio de gestos e atitudes.

Quando essa necessidade é atendida, as crianças têm maiores condições de controlar melhor suas emoções (capacidade de regulação emocional) e passam a confiar na sua própria capacidade de lidar com emoções negativas.


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Terapia do Esquema, TE, Esquemas, Terapia Cognitivo-Comportamental, TCC

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