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Malformação fetal e o papel do psicólogo hospitalar

Malformação fetal e o papel do psicólogo hospitalar

05 de Maio de 2022


Na psicologia hospitalar, um dos setores que requerem grande atenção é a clínica obstétrica, pois diversos estudos apresentam o período gestacional como um potencial desencadeador de ansiedade e depressão.

É inerente ao período gestacional a mobilização de grande parte das gestantes com relação à vida e à saúde da criança em formação, sendo natural o desejo por seu desenvolvimento adequado.

Quando este não ocorre, devido a uma malformação fetal, os fatores ligados a ansiedade, depressão e elaboração do enfrentamento se tornam ainda mais delicados.

Tais casos demandam atenção especial aos aspectos psicoafetivos, especialmente ao se considerar que a malformação fetal consiste em uma das principais causas de mortalidade fetal, neonatal e infantil.


DIAGNÓSTICO


Grande parte das malformações fetais pode ser diagnosticada durante a assistência pré-natal por meio da ultrassonografia.

Elas variam em termos de gravidade e de forma e sua identificação depende desses aspectos, bem como do período gestacional em que são detectadas e da adesão materna às consultas e aos exames solicitados.

Sendo assim, a gestante pode estar com poucas semanas de gravidez ou a dias do parto quando se descobre a malformação fetal.


CONTATO COM A REALIDADE


Inúmeros são os fatores que levam a uma malformação fetal, mas frequentemente essa situação induz um questionamento materno referente às suas responsabilidades sobre o fato e à sua capacidade de enfrentar a situação e ter os cuidados que serão necessários para a criança no puerpério.

Entrar em contato com a realidade que se apresenta é algo que é assimilado e elaborado de formas diversificadas entre as gestantes, variando da consternação e da negação até a aceitação do fato e de suas implicações.


ATENDIMENTO INTERDISCIPLINAR


O atendimento interdisciplinar em medicina fetal, que inclui a psicologia hospitalar, é de grande relevância para gestantes, familiares e equipe, dada a particularidade do momento em que ocorre.

Quando se está vivenciando uma gestação de risco, é necessário que essa equipe saiba lidar da melhor maneira possível com os conflitos que surgem de forma individualizada.

Muitas gestações envolvendo malformação fetal não apresentam um desfecho favorável, culminando em óbito ou na sobrevivência com restrita qualidade de vida para a criança e, consequentemente, para seu cuidador.


ACOLHIMENTO


Em cada caso, a equipe de atendimento deve estar preparada para acolher e preparar a gestante e seus familiares para a chegada de uma criança em condição de saúde adversa ou mesmo para o curto período de contato com ela quando o óbito é inevitável.

O acolhimento pode durar dias ou meses, sendo realizado até a cirurgia, a alta hospitalar e/ou o óbito da criança, requerendo da equipe envolvida um trabalho conjunto verdadeiramente interdisciplinar no qual as informações sejam compartilhadas por cada membro com um constante ajuste de linguagem e de conduta para cada nova situação.

Em tais situações, destaca-se a importância de uma equipe que saiba diagnosticar e lidar com os diferentes medos e fantasias que a puérpera e a família venham a criar diante da realidade, bem como tenha a capacidade de avaliar e desenvolver medidas e ações adequadas para cada caso.


PSICOEDUCAÇÃO


Dentro da equipe interdisciplinar, a atenção do psicólogo hospitalar à gestante e aos familiares caracteriza-se por atendimentos individuais ou em grupos.

Nesses atendimentos, que ocorrem em todos os retornos da gestante ao hospital, são feitos acolhimentos e ações psicoeducativas relacionadas à malformação fetal, ao trabalho de parto, à internação da mãe e da criança e aos possíveis procedimentos aos quais a criança poderá ser submetida.

Quando se detecta a necessidade de terapia conjugal, são feitas sessões específicas com o casal, com os objetivos de melhorar a aceitação da malformação e adequar o relacionamento às demandas de cada parceiro, visando melhor qualidade de vida do casal e, consequentemente, do restante da família.

Em todos os atendimentos psicológicos no contexto hospitalar, as pacientes são ouvidas empaticamente, com a valorização de seus sentimentos de maternagem e o redirecionamento de seus sentimentos de impotência diante do problema para atitudes de enfrentamento adequado.


LIVRO


A prática da psicologia no ambiente hospitalar
O livro "A prática da psicologia no ambiente hospitalar", organizado pelo psicólogo Ricardo Gorayeb e publicado pela Sinopsys Editora, descreve o nascimento, o crescimento e o estabelecimento do Serviço de Psicologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP/USP) em ambiente hospitalar, colaborando para a formação do psicólogo e servindo como um modelo de atuação.

Por ser um livro prático, os capítulos são escritos em linguagem simples e de fácil compreensão, com relatos de casos e descrição de intervenções. A participação ativa de colaboradores com estilos diversos torna o texto dinâmico e atraente. São descritos o estado da arte na literatura nacional e internacional de cada área de atuação.

A prática da psicologia no ambiente hospitalar
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Tags

Psicologia da saúde, psicologia hospitalar, Organização Mundial da Saúde, puerpério, malformação fetal, clínica obstétrica, unidade de terapia intensiva, UTI, atendimento interdisciplinar

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